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Trigo puxa cotação do milho e do farelo de soja

Publicada em 01-10-2007



Os preços recordes do trigo atingidos nesta safra deverão ser mantidos, pelo menos, até meados do próximo ano. A avaliação é do consultor Paulo Molinari, da Agência Safras e Mercados. Segundo ele, neste prazo ainda há espaço para altas na cotação, quando a tonelada do grão poderá ser negociada por até R$ 800 a tonelada. O cenário mundial - com estoques baixos e quebras de safra na Europa e na Rússia - aliado à dependência brasileira vai levar o País a enfrentar um momento difícil.


"Teremos um mercado mundial muito difícil até a entrada das próximas safras, a partir de junho. Até lá, os mercados interno e externo serão bastante especulativos, no sentido de preço alto", avalia Molinari. Apesar disso, o Brasil ainda depende da safra de trigo argentina, que chega ao mercado entre novembro e dezembro. "O Brasil é o maior importador mundial de trigo e em um quadro internacional extremamente nervoso e especulativo, vamos sofrer com este processo", observa o consultor.


Apesar deste quadro, ele não vê riscos de desabastecimento no mercado interno, apesar da alta nos preços. Ele ainda acredita que se o governo baixar a Tarifa Externa Comum (TEC) para o trigo importado de outros países do Mercosul, o mercado interno poderá ter menos especulação. "Talvez o governo tome essa decisão em 2008, depois da colheita", comenta.


"O trigo está puxando o preço do milho e do farelo de soja. Esses três produtos fazem parte do complexo rações, são substitutos entre si", comenta Molinari.


Fonte: Agrolink