Notícias


Sojicultores partem para a produção de adubo em Mato Grosso

Publicada em 27-09-2007



Sojicultores de Mato Grosso estão investindo em outro segmento para baratear a produção da oleaginosa no Estado. Há cerca de três meses, a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) começou um projeto para a identificação e futura exploração de fósforo em vários municípios cujas fases devem demandar um aporte de investimentos calculado em R$ 1,5 milhão até o final do ano, pago pela própria entidade. Somente na primeira etapa do projeto foram investidos R$ 250 mil, usados para o requerimento de uma área de 690 mil hectares. Outros R$ 50 mil foram aplicados na contratação de geólogos para analisar o território. O insumo é largamente usado na adubação.

O presidente da Aprosoja, Glauber Silveira da Silva, afirma que o território foi dividido em 10 áreas localizadas nas cidades de Rosário Oeste, Nobres, Chapada dos Guimarães, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, entre outras. Ele explica que a decisão de investir na identificação do fósforo e posteriormente na exploração dele foi tomada depois que o governo estadual em parceria com o Serviço Geológico do Brasil realizou o levantamento aerogeofísico do Estado, o qual teve um custo total de R$ 8,9 milhões, para detectar possíveis jazidas minerais.

"Tivemos acesso ao estudo e decidimos que poderia ser vantajoso encontrar fósforo no subsolo regional. Primeiramente, o trabalho dos técnicos (realizado a partir de sensores) foi o de identificar e delimitar as áreas onde pudéssemos encontrar o produto. A próxima fase, que deve começar em 90 dias será a de perfuração, para efetivamente verificar se há ou não fósforo nos locais selecionados". Silva diz ainda que a futura exploração deverá contar com parceiros. Ele afirma que se tudo der certo é possível implantar a primeira fábrica de adubos do Estado, já que existem poucas empresas em Mato Grosso que distribuem o insumo aos produtores e mesmo um número reduzido de fábricas operam no Brasil.

Silva explica que o preço poderá baixar não só porque a distância para a chegada do adubo até as fazendas reduzirá significativamente. Na avaliação dele, uma unidade localizada no Estado poderá ainda estimular a concorrência entre os representantes do insumo na região, puxando os preços para baixo, e assim diminuir os custos para os agricultores.


Fonte: Agronotícias