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Soja e milho: Preços elevados estimulam negócios

Publicada em 19-09-2007


 


O segundo levantamento de comercialização da AgRural para a safra de soja 2007/08 no Brasil mostra que os bons preços da oleaginosa continuam estimulando os negócios em quase todo o país. De acordo com os dados, referentes ao dia 12 de setembro, os produtores brasileiros já comercializaram 36% da produção de 63,3 milhões de toneladas.


Em relação ao mês de agosto, o avanço foi de 9 pontos percentuais, mas na comparação com o mesmo período do ano passado, a diferença é grande. Em setembro de 2006, os produtores haviam comercializado apenas 6% da safra 2006/07. Como de costume, a comercialização antecipada está mais adiantada no estado do Mato Grosso, onde 50% da safra que começa a ser plantada neste mês já foi negociada.


As novas fronteiras agrícolas do Nordeste também já comercializaram bons volumes. No Maranhão, os negócios com a safra 2007/08 já chegam a 50% da produção. No Sul, por outro lado, só o Paraná está aproveitando os preços firmes da oleaginosa. Segundo o levantamento da AgRural, os paranaenses comercializaram 39%. Já os sojicultores de Santa Catarina e Rio Grande do Sul não negociaram nem 10% da safra 2007/08.
 


Os dois estados também são os mais atrasados na comercialização da safra 2006/07, que caminha para o final no restante do país. Mais do que a tradição, o que explica o atraso é a confiança dos produtores gaúchos e catarinenses na continuidade dos bons preços.


Demanda interna sustenta preços do milho
 


O preço do milho seguiu em alta na última semana. Entre 10 e 17 de setembro, o Indicador Esalq/BM&F (Campinas – SP) subiu 4,27%, fechando a R$ 27,56/sc de 60 kg nessa segunda-feira (17-08). A alta esteve atrelada a maior demanda interna. Outro fator que contribui para a maior demanda e consequentes elevações é o fato de que indústrias, especialmente as relacionadas aos setores de aves e suínos, buscam refazer estoques para atender às necessidades do último trimestre do ano, quando as vendas de carnes costumam aumentar. As informações são da assessoria de imprensa do Cepea.


Fonte: Agronotícias