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Balança favorável

Publicada em 29-08-2007


Vendas externas mantêm crescimento acumulado em MT

Mato Grosso fechou os sete primeiros meses do ano com aumento de 9,6% nas exportações em relação ao mesmo período de 2006, conforme dados divulgados ontem pela Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) em parceria com a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt). O valor acumulado das exportações de janeiro a julho de 2007 foi de US$ 2,7 bilhões, contra US$ 2,4 bilhões do mesmo período do ano passado. Já o valor acumulado das exportações no Brasil de janeiro a julho de 2007 foi de US$ 87 trilhões contra US$ 75 bilhões no mesmo período.

O complexo soja (grão, farelo, óleo e leticina), se manteve novamente o carro-chefe do comércio internacional do Estado e respondeu por 69% do total exportado, somando US$ 1,8 bilhão e 7 milhões de toneladas a um preço médio de US$ 0,27 o quilo. No mesmo período de 2006, foram exportados 4,8 milhões de toneladas da soja, que era vendida a US$ 0,41 o quilo. A queda no valor do produto deve-se variação cambial, conforme afirma o gestor de Comércio Exterior da Sicme, Paulo Henrique Ribeiro Coelho da Cruz.

A lecitina de soja (produto destinado à produção farmacêutica mundial), está ganhando mais espaço na pauta de exportação com um aumento de 43,13% em relação ao mesmo período de 2006. Segundo o coordenador do Centro Internacional de Negócios da Fiemt, Emerson Moura, o aumento da exportação de produtos derivados da matéria-prima é de extrema importância, pois levam consigo valor agregado.

Na pauta de exportação, o milho, que de janeiro a julho de 2006 representava apenas 0,41% da pauta de exportação do Estado este ano corresponde no mesmo período a 4,42%. “O aumento do milho na pauta de exportação é causado pela alta demanda dos Estados Unidos, ao utilizar o cereal para fabricação de biocombustível”, afirma o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alexandre Furlan.

Segundo Furlan, “para 2008 a tendência é de que os grãos (soja e milho) migrem para o mercado interno, para serem usados como ração e a carne, principalmente de aves, cresça na escala de exportação. Com isso Mato Grosso passará a se inserir definitivamento no processo de verticalização da produção, ao invés de exportar o grão, passará a comercializar a carne”.

O complexo carne (suína, bovina e aves), responsável por 10,7% das exportações mato-grossenses, registrou um aumento de 59% neste mesmo período de sete meses. A carne de aves, de janeiro a julho de 2006 exportou 14 mil toneladas e no mesmo período deste ano negociou 49 mil toneladas. Nos primeiros sete meses de 2006 foram exportadas 478 mil toneladas de carne suína, contra 14 milhões de toneladas até julho deste ano. Esses números refletem o resultado da instalação de empresas como Perdigão, que ano que vem vai ampliar sua capacidade de abate para 1,5 milhão de cabeças/dia de aves. Outras empresas, como a Big Frango está se preparando para instalar uma unidade industrial em Primavera do Leste (239 quilômetros ao centro leste de Cuiabá), confirmando a tendência de aumento da fabricação da carne no Estado.

Fonte: Filha MT