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Crescimento da produção depende do clima

Publicada em 13-08-2007


IBGE prevê produção ainda maior em 2008, caso clima continue favorável

Se o clima continuar favorável às lavouras, o Brasil terá novo recorde de produção na próxima colheita. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este ano as fazendas brasileiras produziram 133,4 milhões de toneladas, 14% a mais do obtido em 2006 - a instituição trabalha com ano civil e não ano-safra.

"O que se especula é que deve haver um aumento de área de soja e talvez de milho", diz o gerente-substituto da Área de Safras do IBGE, Paulo Renato Corrêa. Segundo ele, provavelmente no ano que vem o País tenha outro recorde de produção. "Depende do clima", afirma. Ele explica que isso é provável porque no plantio realizado no ano passado houve redução de 0,4% na área cultivada mas, mesmo assim, a safra foi 14% superior. De acordo com o gerente-substituto, os preços da soja mais altos e menor oferta de milho no mercado internacional devem estimular o produtor brasileiro a plantar mais. Apenas em outubro o IBGE fará o levantamento da safra 2008.

Em relação a junho, o IBGE fez um ajuste para cima: 445 toneladas. Como a pesquisa é realizada no início de cada mês, Corrêa explica que o levantamento atual não percebeu mudanças ocorridas com as geadas nas regiões de trigo e milho safrinha, depois do dia 15 de julho. Por isso, de acordo com o gerente-substituto, na próxima pesquisa o IBGE poderá revisar para baixo a produção brasileira.

A soja - 58,2 milhões de toneladas - e o milho - 51,7 milhões de toneladas - representam 82,5% do total, com acréscimos de 11,2% e 21,3%, respectivamente. "O clima e a tecnologia empregada foram melhores", diz Corrêa.

Para o trigo, a estimativa é de 4,1 milhões de toneladas, um crescimento de 3,6%, decorrente de reavaliações na área por ocasião da conclusão do plantio no Rio Grande do Sul. Segundo Corrêa houve geada em julho no Norte do Paraná, que pode ter afetado a lavoura. "Esperamos que não ocorram muitas chuvas na colheita, para que a produção não caia", afirma.

Fonte: retirado do Portal Folha MT