Notícias


Crescimento do biodiesel

Publicada em 10-08-2007


A produção de biodiesel em Mato Grosso poderá dar um salto de mais de 400% e chegar a 1,2 bilhão de litros até o final do próximo ano, caso todos os projetos sejam mantidos e novos investimentos para a implantação de usinas sejam aportados ao Estado. A previsão é do professor do Departamento de Química e pró-reitor de Pesquisas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Paulo Teixeira, ao fazer ontem o lançamento do evento “Biodiesel BR 2007”, que será realizado no período de 18 a 20 de setembro, em Cuiabá.

Somado-se os R$ 40 milhões já aplicados na construção das quatro usinas de biodiesel que já estão em operação, aos R$ 70 milhões anunciados pela multinacional Archer Daniels Midland Company (ADM), Mato Grosso fechará o ano com produção de 288 milhões de litros e injeção de R$ 120 milhões neste segmento. A ADM deverá operar ainda neste ano e o projeto revela capacidade para produzir 201 milhões de litros/ano, quase duas vezes e meia a mais do que o produzido atualmente pelas quatro plantas em atividade no Estado.

Atualmente são mais de 20 projetos em andamento no Estado, sem contar os projetos individuais dos produtores.

Mato Grosso conta hoje com quatro plantas em operação que juntas contabilizam investimentos de R$ 40 milhões e capacidade de produção de 88,96 milhões de litros/ano. No total, os investimentos das oito usinas em Mato Grosso - quatro instaladas, duas em fase de implantação e dois projetos em andamento – totalizam recursos de R$ 150,2 milhões.

Além dessas plantas que já estão em funcionamento, existem mais duas em fase de implantação, sendo a primeira da ADM, em Rondonópolis, e outra em Sorriso (460 quilômetros ao médio norte de Cuiabá), esta última no valor de R$ 10 milhões e com previsão de entrar em operação ainda este ano. A capacidade instalada é de 20 milhões de litros de biodiesel/ano.

Feito à base de mamona, soja, dendê, girassol, pinhão e outras oleaginosas, o novo combustível deverá trazer ganhos sociais, econômicos ambientais para o país, ao privilegiar a participação da agricultura familiar, gerando emprego e renda no campo, permitindo a redução das importações de diesel de petróleo e melhorando a qualidade do ar nos centros urbanos.

Fonte: Diário de Cuiabá