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Terras em alta

Publicada em 07-08-2007


Preço do hectare valoriza 46,84% no estado

Depois de pelo menos três safras mal-sucedidas que acarretou na desvalorização dos preços das terras no Estado, o primeiro semestre deste ano já mostrou indícios de reação. Conforme levantamento realizado pelo Instituto FNP, em São Paulo, o município de Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá) é uma das cidades mato-grossenses que apresentam maior valorização no preço da terra agrícola no primeiro semestre deste ano. Em média, o hectare de uma área da região passou de R$ 4.767 mil para R$ 7 mil, representando um acréscimo de 46,84%. As cotações médias dos grãos mais elevadas e os investimentos em canaviais foram responsáveis pela valorização do hectare.

Segundo o Instituto FNP, em 2007 as terras que mais tiveram reajuste a nível nacional foram as do Centro–Oeste, com variação de 9,53%, com hectare a R$ 2,62 mil e as do Sudeste, com alta de 9,03%, que avalia a terra em R$ 6,807 mil o hectare. Ainda de acordo com o estudo, em todo Mato Grosso, nos últimos 12 meses, houve um acréscimo de aproximadamente, 26,67% no preço do hectare. Em grande parte das regiões o preço passou de R$ 4,5 mil para R$ 5,7 mil.

Porém, apesar da valorização da terra na região ter sido positiva para as negociações de compra e venda, principalmente, a analista de mercado do Instituto FNP, Jacqueline Bierhals, acredita que foi bastante leve em relação à safra de 2004, por exemplo, na qual o hectare atingiu o preço de R$ 11 mil na cidade. “Desde meados de 2005 os preços estavam praticamente estagnados. Agora, as terras pararam de cair e voltaram a ter uma pequena elevação”, avalia.

Sobre perspectivas de novas variações para 2007, a analista afirma que a partir de agora os preços tendem a se estabilizar. Movimentação deverá ser arrendamentos daqui para frente.

Fonte: Diário de Cuiabá, por Jaqueline Beck