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Preço do milho apresenta incremento de 70%

Publicada em 29-09-2010

















saca do Milho está até 70% mais valorizada este mês em relação ao mesmo período de 2009. De acordo com o levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), entre os dias 14 e 24 deste mês a saca de 60 kg estava cotada a R$11,56, enquanto no mesmo período do ano passado, a mesma quantidade do grão saía por R$ 6,80. Ao longo deste ano o Milho também apresentou evolução no preço, que em junho não passada dos R$ 7,50 e em 3 meses acumula alta de 55%.


O superintendente do Imea, Otávio Celidônio, atribui a valorização à comercialização do grão, promovida em grande parte pelos leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que escoaram 7,2 milhões de toneladas. Além disso, o mercado internacional também apresenta um incremento de preço, o que influencia na cotação interna.


Celidônio, porém, alerta que mesmo valorizada, a saca ainda não atingiu o preço mínimo calculado pelo governo de R$ 13,98. "Apesar de ter aumentado, o preço não alcançou o que seria necessário para que o produtor tivesse renda", afirma o superintendente ao explicar que aqueles que tiveram boa produção está conseguindo ter rendimento, mas para quem teve perdas de produtividade há prejuízos.


Novas possibilidades - A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciou o lançamento de 9 cultivares de Milho para a safra 2010/2011. As sementes são resultantes de seleções e melhoramentos e devem contribuir para maior produtividade, resistência a doenças e em casos de ciclos precoces.


O gerente técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Luiz Nery Ribas, diz que o mais importante é que o lançamento é decorrente de pesquisas brasileiras e que não estão vinculadas à multinacionais. De acordo com ele, a Embrapa se mostra uma grande parceira ao desenvolver tecnologia para o campo e disponibilizar a preços acessíveis aos produtores. "Necessitamos de tecnologia e é muito melhor quando ela é oferecida por empresas brasileiras, sobretudo a Embrapa, que se coloca como importante órgão regulador". As cultivares não são transgênicos, visto que nestes casos não há alteração genética, apenas seleção e melhoramento de sementes.