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Demanda interna esfria em setembro e reduz cotações

Publicada em 22-09-2010


Após sucessivas altas no segundo semestre deste ano, quando as cotações registraram marcas históricas e aceleraram as vendas futuras, os preços do algodão entraram em declínio na semana passada e já acumulam queda de 12% na variação mensal. Na semana, o recuo foi de 6%, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Uma das explicações para a desaceleração, na avaliação dos analistas, é a baixa comercialização da pluma no mercado interno, implicando na redução dos preços em função do recuo sobre a demanda. Toda vez que a procura cai, os preços tendem automaticamente a apresentar queda. O movimento de alta dos preços do algodão vinha sendo observado desde julho.

Segundo o Imea, as indústrias têxteis estão demandando um menor volume do algodão nacional, tendo em vista as importações que têm apresentado um menor custo em relação à pluma produzida no país. “Com isso, o mercado tem registrado diminuição da comercialização da pluma interna e os preços se ajustaram em relação ao mercado brasileiro”.

O reflexo do cenário pôde ser percebido na semana passada, pois a pluma no mercado mato-grossense fechou o período em baixa após consecutivas altas, como também observou o indicador Cepea/Esalq. A queda da oferta brasileira tem se mostrado maior que a mundial e agora as indústrias buscam o ponto de equilíbrio.

De acordo com o último boletim divulgado pelo Imea, a arroba da pluma de algodão iniciou a semana passada cotada a R$ 71 em Itiquira, R$ 70,20 em Nova Mutum e R$ 69,90 em Sapezal, e encerrou cotada a R$ 67,70, R$ 66,90 e R$ 66,60, respectivamente.

Segundo o Indicador Cepea/Esalq, o movimento de alta parece ter sido interrompido no mercado brasileiro, visto que pela segunda semana consecutiva os preços fecham em baixa. Com isso, o mês de setembro já registra desvalorização de 6,2% nos pagamentos da pluma à vista.

O indicador de pagamentos à vista começou a semana cotado a R$ 218,52 por libra peso e os pagamentos a prazo a R$ 220,03/lp. Os respectivos indicadores terminaram o período cotados a R$ 209,04/lp e R$ 210,47/lp, marcando uma baixa de 4,3% durante a semana.

INVERSO - No mercado internacional, o aumento do consumo mundial e a queda na produção de pluma nos principais players mundiais (China e Paquistão) elevou as cotações aos níveis mais altos desde a abertura do contrato com vencimento em dezembro de 2010. A semana passada começou com os contratos para dezembro cotados a US$ 92,71/lp e após oscilações encerrou com valores em US$ 98,22/lp, marcando uma variação semanal nos preços de 6%.

EMBARQUES - Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio apontam que o mês de agosto registrou uma retomada dos embarques de pluma de algodão do Estado e do país. Assim, Mato Grosso exportou 28,7 mil toneladas, número aproximadamente oito vezes maior que o registrado no mês anterior, enquanto o total nacional ficou em 72,6 mil toneladas, obtendo crescimento de 275%. Mato Grosso foi responsável por 40% do volume enviado pelo país ao exterior, ficando atrás apenas da Bahia, que representou 49% do total embarcado pelo Brasil, com 35,3 mil toneladas.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o algodão, em Mato Grosso, apresentou queda de 5,65% na produção, com a safra recuando de 614,2 mil toneladas para 579,5 mil toneladas, apesar do aumento da área plantada (8,49%) que passou de 387,4 mil hectares para 428,1 mil hectares. A produtividade registrou queda de 12,87%.

Após sucessivas altas no segundo semestre deste ano, quando as cotações registraram marcas históricas e aceleraram as vendas futuras, os preços do algodão entraram em declínio na semana passada e já acumulam queda de 12% na variação mensal. Na semana, o recuo foi de 6%, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Uma das explicações para a desaceleração, na avaliação dos analistas, é a baixa comercialização da pluma no mercado interno, implicando na redução dos preços em função do recuo sobre a demanda. Toda vez que a procura cai, os preços tendem automaticamente a apresentar queda. O movimento de alta dos preços do algodão vinha sendo observado desde julho.

Segundo o Imea, as indústrias têxteis estão demandando um menor volume do algodão nacional, tendo em vista as importações que têm apresentado um menor custo em relação à pluma produzida no país. “Com isso, o mercado tem registrado diminuição da comercialização da pluma interna e os preços se ajustaram em relação ao mercado brasileiro”.

O reflexo do cenário pôde ser percebido na semana passada, pois a pluma no mercado mato-grossense fechou o período em baixa após consecutivas altas, como também observou o indicador Cepea/Esalq. A queda da oferta brasileira tem se mostrado maior que a mundial e agora as indústrias buscam o ponto de equilíbrio.

De acordo com o último boletim divulgado pelo Imea, a arroba da pluma de algodão iniciou a semana passada cotada a R$ 71 em Itiquira, R$ 70,20 em Nova Mutum e R$ 69,90 em Sapezal, e encerrou cotada a R$ 67,70, R$ 66,90 e R$ 66,60, respectivamente.

Segundo o Indicador Cepea/Esalq, o movimento de alta parece ter sido interrompido no mercado brasileiro, visto que pela segunda semana consecutiva os preços fecham em baixa. Com isso, o mês de setembro já registra desvalorização de 6,2% nos pagamentos da pluma à vista.

O indicador de pagamentos à vista começou a semana cotado a R$ 218,52 por libra peso e os pagamentos a prazo a R$ 220,03/lp. Os respectivos indicadores terminaram o período cotados a R$ 209,04/lp e R$ 210,47/lp, marcando uma baixa de 4,3% durante a semana.

INVERSO - No mercado internacional, o aumento do consumo mundial e a queda na produção de pluma nos principais players mundiais (China e Paquistão) elevou as cotações aos níveis mais altos desde a abertura do contrato com vencimento em dezembro de 2010. A semana passada começou com os contratos para dezembro cotados a US$ 92,71/lp e após oscilações encerrou com valores em US$ 98,22/lp, marcando uma variação semanal nos preços de 6%.

EMBARQUES - Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio apontam que o mês de agosto registrou uma retomada dos embarques de pluma de algodão do Estado e do país. Assim, Mato Grosso exportou 28,7 mil toneladas, número aproximadamente oito vezes maior que o registrado no mês anterior, enquanto o total nacional ficou em 72,6 mil toneladas, obtendo crescimento de 275%. Mato Grosso foi responsável por 40% do volume enviado pelo país ao exterior, ficando atrás apenas da Bahia, que representou 49% do total embarcado pelo Brasil, com 35,3 mil toneladas.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o algodão, em Mato Grosso, apresentou queda de 5,65% na produção, com a safra recuando de 614,2 mil toneladas para 579,5 mil toneladas, apesar do aumento da área plantada (8,49%) que passou de 387,4 mil hectares para 428,1 mil hectares. A produtividade registrou queda de 12,87%.


MARCONDES MACIEL


Fonte: Diário de Cuiabá