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Excesso de Milho

Publicada em 15-12-2009


A esperança agora é que o preço do grão também se recupere.

Nesta safra o clima está ajudando e as lavouras de milho do Paraná estão do jeito que o produtor gosta. “Para perder aqui só se for o perigo do vendaval”, disse o agricultor Ângelo Celestino.

De acordo com a Conab, o Estado deve produzir cerca de 6,4 milhões de toneladas de milho na próxima safra, com uma queda de 2,5% em relação à produção da safra de verão anterior. A redução do milho se repete em todo país e é resultado dos preços baixos.

O seu Ângelo, de Ivatuva, no norte do Paraná, plantou 35 hectares. “O produtor não quer plantar porque não é vantagem. O preço está muito baixo. Então, ninguém quer plantar milho de verão”, explicou.

O milho começa a ser colhido na região a partir de fevereiro. Para compensar os preços baixos os agricultores esperam conseguir uma boa produção. O seu Ângelo, por exemplo, pretende colher mais de 130 sacas de milho por hectare. O que está dando ânimo para o setor são as exportações.

De janeiro a novembro, o país exportou 6,54 milhões de toneladas de milho, superando o volume de todo o ano passado, que foi de 6,4 milhões de toneladas.

O superintendente comercial da Cocamar de Maringá, José Cícero Aderaldo, explicou que o aumento nas exportações está na medida tomada pelo governo federal que resolveu estimular as vendas para outros países.

“Nós tivemos uma safra de inverno bastante expressiva. Com isso, o mercado interno ficou completamente abastecido e gerou u excedente para a exportação. Como o preço no mercado internacional não era suficiente para remunerar o produtor dentro de um valor compatível aos seus custos de produção, o governo fez o estimulo para poder proporcionar essa exportação, que era necessária para poder enxugar o excedente que tem no mercado interno ainda”, esclareceu Aderaldo.

A saca de milho está sendo vendida, no Paraná, por R$ 15.

Fonte: Globo Rural