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Cultivo de Soja

Publicada em 09-11-2009


Em São Paulo, os produtores de soja também estão otimistas com a safra. O que ainda preocupa é o câmbio, que pode comprometer a comercialização do grão.

Na fazenda do seu Laércio Lens as plantadeiras já deram lugar para as maquinas que aplicam os defensivos. Ele terminou o plantio e contou que vai caprichar nos 1.040 hectares cultivados para que a lavoura de bons resultados. “A primeira área plantada já está começando a florar”, disse.

Em Sorriso, o plantio chega a 95% dos 600 mil hectares que devem ser cultivados nesta safra. No município, que é o maior produtor de soja do país, as expectativas são boas, pelo menos no campo.

No ano passado, nessa mesma época, ainda faltava semear 20% da área no município. Segundo o IMEA, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, em todo o Estado o plantio atinge 60% da área. O clima, que possibilitou antecipar o trabalho, continua favorável.

Com o custo menor para plantar este ano, a Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, prevê aumento na produtividade.

Em todo o país, a produtividade das lavouras de soja deve aumentar 6,5%, de acordo com os dados da Conab.

Em São Paulo, os produtores de soja também estão otimistas com a safra. O que ainda preocupa é o câmbio, que pode comprometer a comercialização do grão.

O agricultor Ivan Lemos não perdeu tempo. Ele decidiu adiantar o plantio de soja na fazenda em Ribeirão do Sul. Tudo para aproveitar a previsão favorável da safra de verão.

“Está indicando uma boa previsão de chuva. Vai ter uma estiagem, mas nada que possa prejudicar. Então, a gente está apostando muito nesta previsão”, falou seu Ivan.

O plantio de soja no centro-oeste paulista, que normalmente é feito na segunda quinzena de novembro, foi antecipado para o final de outubro nesta safra. O clima favorável e a perspectiva de chuvas regulares até o período da colheita em fevereiro têm feito os agricultores acreditarem em um aumento de produção em relação à safra do ano passado.

O agricultor Roberto de Alencar também está otimista com a safra de verão. A preocupação dele agora é com o preço da saca, cotado a R$ 40,00, e com o câmbio, que está em baixa. É algo ruim para quem depende quase que exclusivamente da exportação.

Fonte: Globo Rural