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Idec reprova qualidade do feijão brasileiro

Publicada em 21-10-2009


Segundo o instituto, depois de avaliar características como teor de umidade; presença de microtoxinas (substâncias tóxicas produzidas por fungos); tempo de cozimento; avaliação microscópica (não perceptíveis a olho nu), resíduos agrotóxicos, classificação segundo defeitos, impurezas (se o rótulo do grão correspondia ao anunciado na embalagem); e rotulagem, a qualidade do "preto que satisfaz" deixou a desejar.

Confira a tabela com a análise das marcas de feijão

Quinze das 33 amostras (45%) diziam nas embalagens que os grãos nelas contidos eram de um determinado tipo, mas, segundo as análises, faziam parte de um tipo inferior. Sete marcas continham insetos vivos - entre elas, a Bom Preço, uma das mais caras do mercado. Larvas vivas foram encontradas na marca Kicaldo e na marca Bastida foi detectado Ensossulfam (agrotóxico proibido na lavoura de feijão) e o inseticida clorpirifós em níveis acima do limite estipulado por lei.

Todas as amostras foram aprovadas em quatro critérios: umidade, presença de micotoxinas, tempo de cozimento e características do grão após o cozimento.

Confira o que deve ser levado em conta na hora da compra segundo o Idec:
1) Verifique sempre a data de validade e prefira produtos que vão demorar a "vencer".

2) Rejeite embalagens que não estejam íntegras; que apresentem sinais de ataques de insetos, roedores ou outros animais; ou que tenham sinais de umidade interna ou externa.

3) Os grãos devem estar lisos; brilhantes; uniformes; sem mistura de cascas, matérias estranhas ou outros grãos; e sem carunchos ou insetos.

4) Armazene o produto em potes bem fechados e em local seco e fresco. Se ele for mantido na própria embalagem plástica, fica suscetível a ataques de roedores ou outros animais.

5) Fique atento ao cheiro, à cor e ao aspecto do produto. Se algum deles estiver alterado, solicite sua troca ou o ressarcimento no estabelecimento onde foi comprado. Comunique também à autoridade sanitária local.

Fonte: O Globo