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A comercialização do milho safrinha em Mato Grosso não segue o ritmo da colheita da cultura.

Publicada em 06-07-2009


Na fazenda do agricultor Milton Celatto, em Sinop, no norte de Mato Grosso, são 900 hectares de milho safrinha cultivados. Ele contou que a produtividade tem sido maior que o esperado.

“Na minha lavoura a produção está excelente. A gente investiu pouco na lavoura, mas estamos com uma produção em torno de 90 sacos por hectare. Eu acho uma produção excelente”, disse seu Milton.

Já foram colhidos cerca de 40% da produção no Estado e falta espaço para a armazenagem. O problema é que muitos armazéns têm milho adquirido pela Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, na safra passada. O milho que chega da lavoura é colocado fora dos silos. Apenas uma empresa da região há cerca de oito mil toneladas a céu aberto.

Estocar milho fora dos armazéns só é possível por causa do clima nesta época do ano. É período de seca em Mato Grosso. Mesmo assim, existem riscos. Os custos também devem aumentar na hora de remover o produto.

“Sempre tem a possibilidade de dar pancadas de chuva e gerar custos. Depois, terá de ter maquinário para remover. A parte final do monte terá de passar por uma padronização. Então, tudo gera custo”, calculou Dalton Cagnini, gerente do armazém.

Para piorar a situação os negócios estão parados. Os agricultores não querem vender o milho por R$ 12, preço pago na região. Por isso, cobram um posicionamento do governo.

“Nós fizemos nossa parte como produtor. Nesse momento é que tem que existir o governo para flexibilizar o escoamento do produto. Não está viabilizando o custo, mas ele não pode ficar empatado porque vai prejudicar as safras futuras ao utilizar o espaço”, disse Antônio Galvan, presidente do Sindicato Rural de Sinop.

Fonte: Globo Rural