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Apicultores buscam união para aumentar produção

Publicada em 26-06-2009


A produção de mel tem um novo incentivo. Os apicultores ganharam uma casa de beneficiamento com todo o maquinário. A qualidade do mel aumentou e agora é vendido em lojas e nos supermercados. As mudanças começaram em 2007, com o projeto de apicultura do Sebrae. “O objetivo é criar mecanismo de comercialização e também todo o apoio à sustentação do grupo e do município”, afirma a representante do Sebrae/SP Sheyla Maciel.

O projeto reúne 21 apicultores. Juntos, eles produzem 8 mil quilos de mel por ano. Sidnei Vieira Barbosa está no ramo desde a adolescência. Mesmo assim tinha muito que aprender. “Com esse curso que tivemos do Sebrae, nossa produção aumentou 40%", disse o apicultor Sidnei Vieira Barbosa.

O apicultor tem 30 colméias em um sítio em e mais 150 em outras cidades da região. Com a diversificação, ele consegue variedade de sabores. “Aqui só tem o mel silvestre. Nas outras floradas, eu pego a laranja e o eucalipto. Tem de colocar várias floradas para a gente conseguir várias colheitas no ano”, afirma o apicultor.

Cada colméia tem 60 mil abelhas e produz 30 quilos de mel por safra. Uma preocupação constante é não deixar as abelhas com fome. A comida delas é o melado, o açúcar dissolvido na água. O alimento deve ser preparado em vasilhames muito limpos. Se o melado estiver contaminado, o apicultor tem prejuízo. Muitas abelhas adoecem, outras morrem, e a produção da colméia cai.

Sidnei Barbosa fez os cursos de gestão do Sebrae. Adotou planilhas de controle e aprendeu a compor os preços de venda. “Chutava o preço, porque não tinha um controle. Pelo Sebrae, depois do curso, a gente já sabe calcular o custo saindo aqui do campo até chegar ao mercado”, conta o apicultor.

As caixas de mel são levadas para a casa de beneficiamento, construída e doada pela prefeitura. Todos usam equipamentos de proteção individual. Os procedimentos foram ensinados durante um curso de manipulação de alimentos do Sebrae. A higiene garante a pureza do mel.

“Ele fica mais saboroso, o paladar é melhor. Contaminado, ele não tem paladar. Ele azeda”, explica o produtor. A limpeza começa na mesa onde a cera é retirada. Na centrífuga, o mel é separado dos quadros. O filtrador tira o bagaço e as impurezas. Finalmente, é envazado e embalado. Hoje conta com o Selo de Inspeção da Vigilância Sanitária municipal. “O selo facilita a comercialização dos produtos”, diz Joaquim Vieira, presidente da associação de apicultores.

Um supermercado de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, é um dos cinco clientes de Sidnei Vieira. “Esse mel tem boa aceitação, é de boa qualidade. Os turistas procuram bastante”, conta Márcio Rafael de Oliveira, dono do mercado.

A meta do grupo é transformar a associação em uma cooperativa. A nova entidade poderia fazer negociações coletivas e fechar vendas maiores. “A Casa do Mel, para nós, é de uma serventia muito grande, porque contribui para a união dos produtores. O mel também tem mais qualidade. Então, agora, com a união e a melhoria da produção, podemos fechar grandes contratos com parcerias”, afirma o apicultor Sidnei Vieira Barbosa.

“A meta é conquistar mais clientes fora do município de Piracaia, no Brasil e no exterior, porque o mel daqui tem qualidade”, finaliza a representante do Sebrae/SP Sheyla Maciel.

Fonte: DCI