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Mato Grosso insistirá com o governo para escoar excedente de milho

Publicada em 12-06-2009


Na terça-feira, o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, e lideranças rurais do Estado têm audiência com o secretário de Política Agrícola, Edilson Guimarães, em Brasília, para discutir a questão.
Ontem, a Aprosoja informou ter sido comunicada pelo governo de que os leilões não aconteceriam mais devido a irregularidades constatadas nos pregões anteriores, como o uso de CPFs de não produtores. Hoje Silveira disse que os produtores mato-grossenses não podem ser penalizados por conta de alguns participantes. Ele diz que vai sugerir ao governo que a participação nos próximos leilões seja avalizada pela Aprosoja.

A preocupação dos produtores mato-grossenses é com os preços do milho, já pressionados pela perspectiva de uma oferta de 6 milhões de toneladas, sendo que o consumo do Estado é de cerca de 30% desse volume. Como a colheita da safrinha já começou na região, a realização dos leilões é considerada essencial para estimular a comercialização a preços um pouco mais firmes. "Os leilões acabam equilibrando o mercado. Por isso não falamos em volume a ser atendido nos leilões. A depender de como os preços reagirem no mercado, o governo decide ou não pela realização de um novo leilão", diz Silveira.

No Mato Grosso, os preços do milho variam de R$ 11,80/saca (Sinop) a R$ 15/saca (Rondonópolis). O preço mínimo fixado pelo governo, e que serve de referência para a comercialização nos leilões do governo, é e R$ 13,20/saca. No Paraná, que também já colhe a safrinha, os preços do milho estão estáveis. Por conta das perdas com a estiagem e, depois, com as geadas, os produtores não têm pressa na comercialização. Hoje, o mercado reportou poucos negócios a R$ 20,50/saca no norte do Estado.

Fonte: Último Segundo