Notícias


Aracruz e Usiminas registram prejuízo no primeiro trimestre

Publicada em 15-05-2009


A empresa deveria divulgar seu balanço na última terça-feira, mas adiou sem informar o motivo.

A empresa foi fortemente afetada pelas perdas com derivativos cambiais, instrumentos com o objetivo de proteger as exportações das companhias contra desvalorização excessiva do dólar. Com a alta da moeda americana por causa da crise, a Aracruz foi afetada.

A Aracruz já havia anunciado esta semana, no entanto, que encerrou negociações com os bancos credores da dívida com derivativos, responsável pelo rombo nas contas da empresa sofrido no quarto trimestre, nos mesmos termos acertados anteriormente.

A companhia registrou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 247,4 milhões, queda de 32% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado e de 38% ante os três últimos meses de 2008.

A crise econômica global também afetou o resultado da Usiminas. A siderúrgica encerrou o primeiro trimestre com prejuízo de R$ 112 milhões, ante lucro de R$ 712 milhões obtido pela companhia em igual período de 2008.

A forte piora de desempenho é resultado direto da crise, conforme explica o presidente da empresa, Marco Antônio Castello Branco, em comunicado.

Ele reconhece que os resultados ficaram "aquém dos normalmente alcançados pela Usiminas" e destaca que a a retração econômica atingiu negativamente o mercado brasileiro e mundial de aços planos.

Já a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) teve uma queda de 52% no lucro líquido entre janeiro e março de 2009 em relação ao mesmo intervalo do calendário anterior, para R$ 368,825 milhões, sob impacto da queda na demanda por aço.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 682,593 milhões, abaixo do R$ 1,282 bilhão somado no primeiro trimestre de 2008. A margem Ebitda foi de 42,3% para 27,9%.

A receita líquida de vendas correspondeu a R$ 2,443 bilhões, redução de 19,4% perante os R$ 3,030 bilhões do trimestre inicial do ano passado.

Nos três primeiros meses de 2009, o volume de aços planos comercializado pela CSN ficou em 643 mil toneladas, uma baixa de 54% no comparativo com um exercício atrás. As vendas de minério de ferro somaram 5,4 milhões de toneladas, o que, segundo a empresa, é um recorde trimestral.

Analistas consultados pela Reuters esperavam em média lucro líquido de R$ 542 milhões nos três primeiros meses do ano.

Outras empresas brasileiras sofreram o efeito da crise econômica em seus balanços divulgados nos últimos dias.

Fonte: O Globo