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Paraguai abre rota para MS escoar produção de grãos

Publicada em 19-03-2009


A produção agrícola de Mato Grosso do Sul tem atraído os “olhares” mais atentos de empresas de armazenagem de grãos instaladas no Paraguai. Vários grupos do país vizinho estão estruturando com o objetivo de abrir uma nova rota de exportação e escoamento da produção de grãos da região da Grande Dourados pelo Porto de Concepción, no Paraguai.

Um exemplo é a Gical Armazéns Gerais, sediada em Assunção – capital do Paraguai –, que está instalando uma filial em Pedro Juan Cabalero, na fronteira com o Mato Grosso do Sul, a fim de atrair parte da produção de grãos do Estado para os portos paraguaios. Atualmente, o escoamento dos produtos agrícolas do Estado é feito até o porto de Paranaguá (PR).

Em visita ao Diário MS, a encarregada de marketing da Gical Armazéns Gerais, Violeta Gimenez, relatou que a empresa implantou uma estrutura no Porto de Almasol, em Concepción, para receber a produção de grãos de MS. “Nosso objetivo é expandir os negócios com Mato Grosso do Sul. Essa rota é uma reivindicação antiga dos produtores rurais e entidades do Estado, que querem agilizar o escoamento da produção e baratear o frete”, comentou.

Dourados deve começar a exportar pela nova rota em breve, aumentando o fluxo de brasileiros que usam o caminho paraguaio. Segundo Violeta, a estrutura da Gical no Porto de Almasol, em Concepción, foi projetada para receber os produtos agrícolas de MS. No local, a empresa tem capacidade para armazenar 40 mil toneladas. O local também tem suporte para o embarque de 12 mil toneladas por dia. A capacidade de recebimento é de 5 mil toneladas por dia. No entanto, com a ampliação dos negócios com MS, a empresa estuda a possibilidade de aumentar em quatro vezes a sua capacidade de armazenagem no Porto de Almasol. “Nossa expectativa é de que até o final do ano estejamos recebendo grande parte da produção agrícola de Mato Grosso do Sul que hoje é escoada por Paranaguá. A filial de Pedro Juan fará esse contato direto”, comentou.

O objetivo da empresa é de escoar pelo menos um milhão de toneladas de grãos vindo de MS e países vizinhos do Paraguai. Além do Porto de Almasol, a Gical Armazéns atua ainda nos portos de San Antonio, Concepcion, Paredon, Minza Guazu e M.R Alonso.

Atualmente, a viagem de Dourados a Paranaguá é de mais de 1,2 mil quilômetros, até Concepción seria de menos de 350 km O frete seria barateado e algumas tarifas também seriam mais baixas. “O bom é que o caminho de Pedro Juan Caballero no Paraguai até Porto é muito bom. O asfalto está em excelentes condições. No pico da safra, essa rota vai baratear em pelo menos 20% o valor do frete”, disse Violeta.

Pelo porto, a produção desceria pelo Rio Paraguai até Assunção, entraria na Argentina, onde desembocaria no Rio Paraná, descendo até o Uruguai e desaguando no Oceano Atlântico. Quando o Porto passar a ser utilizado em maior escala pelos brasileiros, o controle das mercadorias será feito pela Receita Federal em Ponta Porã.

Fonte: Radio Grande