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Produção agrícola brasileira deverá aumentar 30% em dez anos

Publicada em 20-11-2008


Nos próximos dez anos, o País deverá produzir 40 milhões de toneladas de grãos a mais que a produção atual. Levando em consideração as safras de soja, milho, trigo, arroz e feijão, a produção deverá saltar de 139,7 milhões de toneladas na safra 2007/08 para 179,8 milhões de toneladas em 2018/19, aumento de 28,7% no rendimento das principais lavouras.

A produção de carnes deve avançar 51% no mesmo período. Carnes de frango, bovina e suína deverão saltar de 24,6 milhões de toneladas para 37,2 milhões de toneladas, um aumento de 12,6 milhões de toneladas. Outros produtos como etanol terão elevação de 37 bilhões de litros, o açúcar com aumento de 14,5 milhões de toneladas, e o leite, um acréscimo de 9 bilhões de litros.

Essas projeções para os próximos dez anos foram tema de palestra realizada no auditório da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, em Curitiba. A convite do secretário, Valter Bianchini, o assessor de Planejamento Estratégico, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques, explicou os detalhes da pesquisa aos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral).

Além do comportamento da safra, Gasques apresentou também os indicativos de renda agrícola conforme o Valor Bruto da Produção (VBP) previsto para os próximos 10 anos. O VBP nacional ficará em R$ 165,3 bilhões, um aumento de 16,7% em relação ao ano passado. O Paraná deve gerar R$ 22,63 bilhões, o que corresponde a 13,7% da renda nacional.

Gasques observou que os resultados das projeções só serão obtidos se o Brasil continuar no ritmo atual. “É preciso que haja mais investimentos em logística, tecnologia e práticas agrícolas. Assim o campo estará fortalecido para atingir os resultados projetados”, afirmou.

Os resultados podem ter interferência de alguns aspectos, segundo Gasques. Dentre os principais estão o clima e a recessão mundial. Segundo ele, os dois motores do crescimento da produção agrícola são as exportações e o aumento no consumo interno, que podem ser afetados pela crise. “Daí a importância em manter a diversificação da atividade agropecuária”, explicou.

Fonte: Bem Paraná