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São Paulo tem safra recorde

Publicada em 04-11-2008


A agricultura paulista vive um período muito bom, por conta da produção recorde de trigo, da cana de açúcar e da safrinha de inverno que teve como destaques o feijão e o milho. Levantamento de safra realizado no mês de setembro pelas equipes da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) e do Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, aponta que o trigo registrou aumento de 76,2% na área de cultivo, saltando de 40,8 mil hectares para 71,9 mil hectares. A produção recorde, com crescimento de 108,2%, chegou a 195,5 mil toneladas. Outra boa notícia no campo foram os rendimentos positivos do triticale (híbrido de centeio e trigo) que teve expansão de área de quase 60%, totalizando 24,2 mil hectares, e produção com 90% de aumento, gerando 68,6 mil toneladas.

Os resultados são conseqüência dos preços remuneradores do início da safra, aliados ao Programa Trigo Paulista com Qualidade, implantados pelo Governo do Estado, em parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o Sindicato dos Moinhos Paulistas (Sindustrigo) e os produtores.

Graças a essa parceria foi possível selecionar as melhores variedades e as mais adaptáveis no Estado, produzidas pelo Departamento de Sementes da Secretaria e condizentes com a demanda da indústria processadora, as quais foram adquiridas pelas empresas participantes do programa.

Estímulo – Uma das vantagens é o agricultor vender 50% de sua produção às indústrias pelo preço de mercado do dia, podendo a sobra ser guardada ou vendida mais tarde para o mesmo moinho ou para outro. Facilita, também, o pagamento das sementes pelos agricultores ser feito no ato da entrega da produção de trigo e triticale ao moinho, na proporção de dois quilos de grão para cada quilo de sementes recebidas.

Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o programa deve continuar para a próxima safra, sempre com o objetivo de plantio exclusivo de variedades com qualidade industrial, eliminação da semente sem procedência ou aproveitamento de grão para plantio. A idéia é aproximar a indústria e o produtor de trigo, aumentar o investimento em tecnologia e insumos da cultura.

Cana, feijão e milho – O entusiasmo deve contagiar também os produtores de cana-de-açúcar, cuja safra aponta um total de 387,5 milhões de toneladas. Isso significa 18,3% a mais em relação à safra passada (327,7 milhões de toneladas). A área em produção está em 4,5 milhões de hectares e outros 727 mil hectares em áreas novas, isto é, que ainda não tiveram o primeiro corte.

Já para o feijão de inverno (incluindo o irrigado) o aumento foi de 13% na produção com 88 toneladas colhidas numa área de 46 mil hectares, variação de 8,5% em relação à safra passada. Para a Cati e IEA, a excelência dos preços garantiu rentabilidade aos produtores, principalmente aqueles que se utilizaram de irrigação e obtiveram maiores rendimentos por hectare. O milho safrinha, importante para o equilíbrio no abastecimento da indústria de carne de frango e de porco, apresentou crescimento de 27,3% na produção, chegando a 1 milhão de toneladas, aumento no rendimento por hectare da ordem de 23% (3.400 kg/h para 4.188kg/ha). A área ficou praticamente estável, em 245 mil hectares.

O Serrano