Notícias


MT lança milho transgênico

Publicada em 27-10-2008


Lucas do Rio Verde, no médio norte mato-grossense, foi o município escolhido para lançar três híbridos de milho transgênicos para a safrinha 2009 do grão. As variedades são as primeiras linhas transgênicas do milho lançadas no Brasil e adaptadas especificamente para o clima e solo de Mato Grosso. As sementes conferem ao grão, maior proteção contra o ataque das principais pragas que atingem a cultura. O lançamento foi feita na última quinta-feira.

São os híbridos DKB 330 YG, DKB 350 YG e DKB 390 YG com a tecnologia Yieldgard® da empresa Dekalb. A tecnologia oferece maior resistência dos grãos contra três espécies de lagartas que causam, entre as diversas que atingem a cultura, os maiores danos à produção.

No Brasil, Mato Grosso foi o estado escolhido para a primeira apresentação dessas sementes, por causa do potencial produtivo de milho safrinha que o Estado tem. “Além de serem híbridos próprios para esse Estado, Mato Grosso tem um peso importante para a agricultura brasileira”, aponta o gerente nacional de tecnologia da Dekalb, Antônio Ferreira Neto.

Ele explica que essas três lagartas atingem diferentes partes da planta. A broca-do-colmo – parte que dá sustentação para a planta e onde as folhas estão fixadas –, que oferece dano potencial de 21%. A lagarta-do-cartucho - ponta do milho -, com dano potencial de 40% e a lagarta-da-espiga, que tem o dano potencial de 8%. Com as sementes desses híbridos, o produtor rural pode dispensar a aplicação de inseticidas para essas pragas. “Como o controle de pragas com venenos nem sempre é eficiente, o produtor acaba tendo algum prejuízo na colheita.

Essas sementes contêm uma substância que, ao ser ingerida pelas lagartas, destrói o sistema digestivo do inseto e o mata ainda pequeno, antes que comece a se alimentar do milho.

A tecnologia Yieldgard® foi inserida nos híbridos já conhecidos pelos agricultores: DKB 390, caracterizado pelo alto teor produtivo. DKB 350, líder da safrinha e DKB 330, superprecoce no florescimento e na colheita. “As primeiras opções de milho geneticamente modificado DKB 390 YG, DKB 350 YG e DKB 330 YG mantêm as características das versões convencionais, mais a expressão de uma proteína que atua em toda a planta durante todo o ciclo da cultura, promovendo um controle mais eficiente das lagartas e de maneira ecologicamente compatível com a preservação do meio ambiente”, explicou Neto.

USO – Essas sementes transgênicas já são cultivadas nos Estados Unidos, África do Sul, Argentina, Alemanha, Espanha, República Tcheca, Filipinas, Portugal, Eslováquia e Japão. Levantamentos apontam que o uso delas, durante a safra 2005, se comparada a de 2004, resultou aos produtores norte-americanos uma colheita com produtividade 24% maior, redução do uso de inseticidas em 27% e ganhos financeiros 26% superiores, considerando as pragas daquele país.

Diário de Cuiabá