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Avanço da soja no MT proibido

Publicada em 09-10-2008


A forte alta de preço dos fertilizantes e a ação do governo federal no controle das regras ambientais vão impedir um crescimento maior do plantio de grãos no País. A avaliação é do diretor de logística e gestão empresarial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto. Ele disse que a questão ambiental prejudicou principalmente a expansão do plantio de soja no norte do Mato Grosso. De acordo com números divulgados hoje pela Conab, a área plantada com soja no Estado vai crescer de 1% a 3% em relação ao cultivo de 5,675 milhões de hectares na safra 20078/08.

"É um crescimento pequeno. No Mato Grosso poderia haver o boom da soja, mas a questão ambiental impediu o avanço do plantio", afirmou. Ele lembrou, no entanto, que a soja é o produto que mais tem atraído os produtores na safra que está sendo plantada devido à facilidade de venda do grão no mercado internacional.

Porto também fez uma avaliação da área plantada com milho. Os números divulgados hoje pela Conab indicam uma redução de 0,8% a 2,6% na área plantada com milho na primeira safra. A produção pode cair até 6,7%. Mesmo assim, ele disse que o abastecimento interno está garantido devido à redução na expectativa de exportação em 2008 e aos estoques de passagem, que no final deste ano devem somar 6 milhões de toneladas.

Ele disse ainda que a expectativa é de que as exportações de milho até fevereiro do próximo ano somem 7 milhões de toneladas, volume inferior às 11 milhões de toneladas do ano passado. "O volume exportado em 2007 abriu uma enorme expectativa para o setor, mas uma boa safra de trigo na Europa reduziu as necessidades de importação do bloco para os patamares de 2006", disse Porto. Em 2006, as exportações brasileiras de milho somaram 5 milhões de toneladas.

Os números da Conab mostram ainda uma redução na área plantada com algodão, o que, segundo Porto, é justificado pela necessidade de um volume maior de tecnologia para o plantio da pluma, neste ano comprometido pelo aumento dos custos de produção.

Em relação ao trigo, ele disse que os preços no mercado interno oscilam entre R$ 26 e R$ 27 por saca de 60 quilos e que a idéia do governo é fazer intervenções no mercado para tentar manter as cotações no patamar de R$ 28 a R$ 29 por saca. Ele disse também que o dólar estimula a exportação de produtos agrícolas. Esse fator garante mais liquidez ao produtor e permite o pagamento das dúvidas contraídas junto às empresas fornecedoras de insumos.

Agência Estado