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Preço vai subir até 10%

Publicada em 06-10-2008


A alta do dólar já tem impacto no bolso do consumidor. Produtos que foram febre no Natal passado como eletroeletrônicos - TVs e computadores -, e alimentos importados - vinhos e azeites-, vão custar de 5% a 10% mais a partir deste mês, segundo a Eletros (Associação de Fabricantes de Eletroeletrônicos) e a Apas (Associação Paulista de Supermercados). "O maior impacto no Brasil vai ser sentido a longo prazo, principalmente se o preço do dólar continuar subindo", afirma o economista e professor Israel de Souza.
O proprietário de uma loja de produtos alimentícios nacionais e importados de Rio Claro, Adenir Fernandes Pereira, conta que pela sua experiência, a alta do dólar normalmente afeta o preço dos produtos voltados para o consumo no Natal. "Enquanto houver estoque os preços se manterão. A partir de novos pedidos, eles tendem a ficar mais caros, visto que o preço está atrelado ao valor do dólar", acredita Adenir.
De acordo com a Apas, os preços dos produtos importados, como vinhos, azeites, azeitonas e bacalhau, estão cerca de 10% mais caros já neste mês. Até mesmo os fornecedores de chocolates estão querendo subir os preços por conta da manteiga de cacau, que é importada.
Segundo especialistas, se o dólar ficar cotado a R$ 2, o que seria uma expectativa mais pessimista, as vendas do setor de supermercados para o Natal devem crescer cerca de 4% em relação a igual período do ano passado. Se ficar entre R$ 1,70 e R$ 2, sobem 6% e, se ficar abaixo de R$ 1,70, aumentam 9%.
Caso persista a previsão mais pessimista (dólar a R$ 2), os preços de produtos importados neste fim de ano, segundo estima a Apas, devem subir 20% e os de produtos nacionais, 5%.

Preço do trigo

Segundo Arnaldo Inácio Galdino, representante comercial de moinho, em um curto espaço de tempo o preço do trigo sofreu quatro reajustes. "Na minha opinião esses aumentos são abusivos visto que estamos na safra do trigo e a produção interna está muito boa", afirma Galdino.
De acordo com o representante comercial, não há sentido no reajuste do preço do grão já que o trigo importado da Argentina só chega ao Brasil em novembro. "Os especuladores estão pegando carona na crise e aumentando o preço do grão, o que afeta diretamente as panificadoras", explica.
Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra 2007/2008 foi 71% maior que a do ano anterior, e para a próxima safra, a estimativa é de um aumento de mais 35%, atingindo 5,3 milhões de toneladas. Atualmente o país importa 75% do trigo consumido no país.

Jornal Cidade