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Aumenta consumo de fertilizantes e preços se estabilizam

Publicada em 23-09-2008


O comércio de fertilizantes entre janeiro e agosto de 2007 foi de 14,5 milhões de toneladas. Se comparado ao mesmo período de 2008, o aumento foi de 10%, ao alcançar 16 milhões de toneladas. Os maiores estados produtores são Mato Grosso, com 2,9 milhões de toneladas, Paraná, com 2,6 milhões e São Paulo responsável por 2,2 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22), em Brasília, durante reunião da Câmara Temática de Insumos Agropecuários.

De acordo com o diretor-executivo da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), Eduardo Daher, o consumo de fertilizantes no Brasil é maior se comparado a países como Índia e China. “Em 1998 consumíamos 7,4 milhões de toneladas desse produto e passamos para 16 milhões de toneladas em 2008. No que se refere aos estoques nas indústrias, o número alcança 6,8 milhões de toneladas, o que é suficiente para abastecer o mercado nos próximos 75 dias”, ressaltou.

Para o presidente da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, Cristiano Walter Simon, houve aumento no volume de fertilizantes e os preços ficarão estabilizados. “Discutimos questões de logística e de abastecimento e os resultados são positivos. Além disso, contamos com investimentos em tecnologia, o que aumentou a produtividade”, explicou.

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag) apresentou dados sobre o mercado de defensivos. Nos primeiros oito meses de 2007 o setor somou R$ 4,7 milhões e, no mesmo período de 2008, alcançou R$ 6,4 milhões. No segmento de herbicidas, o consumo cresceu nas culturas de soja, milho, trigo, arroz e feijão e, no de inseticidas, o aumento foi nas culturas de soja, hortifruti, milho e feijão.

Em relação à produção de sementes, a do trigo aumentou de 303 mil toneladas na safra 2006/2007, para 401,8 mil toneladas em 2007/2008 e a de soja passou de 959 mil para um milhão de toneladas nesta safra.

Gazeta Digital