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Planejamento é mais do que nunca a prioridade zero dos produtores

Publicada em 13-08-2008


Na avaliação do pesquisador Mauro Osaki, os custos de produção podem ser controlados a partir de um caderno simples até um software de gestão de custo. Ou seja, uma calculadora básica, que faça as quatro principais operações (soma, subtração, multiplicação e divisão), ajuda o produtor a realizar o cálculo do custo de produção. “Ainda que um programa de gestão de custos agilize muito a operacionalização e controle dos gastos da propriedade, um cálculo bem feito, utilizando-se os recursos da aritmética básica, é suficiente para o produtor chegar aos resultados sobre custos da propriedade”, aponta o pesquisador.

Segundo ele, para se ter um bom controle de custos é preciso ter uma boa anotação dos gastos para cada atividade, “tudo tem de ser anotado e detalhado, seja no caderno ou no palm top”. Osaki lembra que os custos de produção de soja nas lavouras mato-grossenses oscilam muito a rentabilidade do produtor.

“Precisamos saber o montante financeiro a ser retornado para cada unidade monetária investida”, diz Osaki, acrescentando que planejar a próxima safra vai requerer do produtor muita disciplina e conhecimento.

“No ano de 2002 e 2004, o valor da saca da soja estava extremamente alto, motivando os produtores a investir na aquisição de terra, máquinas e na compra de fertilizantes. Em 2005, o mercado registrou uma inversão dos preços para baixo com a queda da cotação do contrato futuro da soja na bolsa de valores de Chicago e valorização do real frente ao dólar, provocando um achatamento na rentabilidade do produtor”.

Osaki observa que, como conseqüência, os custos de produção da safra 2006/07 foram os menores dos últimos seis anos. “Para a safra 2008/09, os valores nominais estão até 25% mais caros que a safra passada nas principais regiões produtoras de soja”, revela.

“Por conta deste cenário, os agricultores temem que a rentabilidade da próxima safra seja ainda mais baixa”, alerta o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprojsa), Glauber Silveira. “Realmente, o momento é de muita cautela mesmo antes de se plantar a safra”.

Diário de Cuiabá