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Exportações estão se recuperando, avalia secretário

Publicada em 03-06-2008


O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, avaliou hoje que está havendo uma recuperação das exportações brasileiras, em função, principalmente, do aumento dos preços internacionais dos produtos básicos (commodities).

Ele informou que as exportações de maio receberam um residual de US$ 1,2 bilhão não registrados no mês de abril por causa da greve dos auditores fiscais da Receita Federal, encerrada no dia 12 de maio.

Com isso, as exportações efetivas em maio foram de US$ 18,1 bilhões, embora a balança comercial divulgada hoje tenha registrado exportações de US$ 19,306 bilhões. De qualquer forma, os US$ 18,1 bilhões ainda são recorde histórico mensal. "É uma retomada expressiva das exportações", afirmou Barral.

No acumulado do ano, as vendas externas brasileiras registram uma alta de 22,2%, pela média diária, na comparação com igual período de janeiro a maio de 2007. De janeiro a abril de 2008, a alta das exportações foi de 13,6%, em relação ao primeiro quadrimestre de 2007.

Os produtos que contribuíram para o aumento das exportações foram, segundo o secretário, soja, carne de frango, petróleo, aviões, óleo combustível, minério de ferro, farelo de soja, celulose e semimanufaturados de ferro e aço.

O secretário informou ainda que, em maio, houve uma recuperação das exportações em volume. Até abril, o aumento das vendas externas era sustentado principalmente pelo aumento dos preços.

Barral disse ainda que três produtos foram responsáveis por 75% do aumento das vendas no segmento de produtos básicos: petróleo, minério de ferro e soja em grão. No caso do petróleo, as exportações cresceram 200% em quantidade e 73% em preço. Os embarques de soja aumentaram 41% em volume e 60% em preço. Os de minério de ferro subiram 56% em quantidade e 9% em preço.

Superávit


O secretário avaliou que, em razão da recuperação das vendas externas, o superávit da balança comercial ao longo do ano pode ter uma recuperação. Até maio, o saldo comercial foi positivo em US$ 8,655 bilhões, mas esse valor representa uma queda, pela média diária, de 47,3% em relação a igual período de 2007.

Em maio de 2008, o superávit comercial foi de US$ 4,077 bilhões - quase a metade de todo o saldo do ano deste ano. Em relação a abril de 2008, o superávit cresceu, em maio, 145,6%.

Barral lembrou que a queda do superávit tem sido causada pelo ritmo mais forte do crescimento das importações. Para ele, três fatores devem influenciar um aumento das exportações: as políticas de estímulo às vendas externas dentro da nova Política Industrial, o aumento dos preços internacionais das commodities e o início do embarque dos produtos agrícolas, que ocorre principalmente entre abril e outubro.

Ele admitiu, no entanto, que as importações continuam crescendo em ritmo forte. Até maio, pela média diária, a alta é de 49,2%, na comparação com igual período de 2007. Especificamente no mês de maio, as importações cresceram 71%, ante maio de 2007.

Fonte: Agência Estado