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Mato Grosso tem potencial para aumentar produção de trigo

Publicada em 09-05-2008


As dificuldades na exportação do trigo da Argentina, que acarretaram no aumento do preço do pão francês, devem encontrar soluções internamente em Mato Grosso.

Quem garante é o presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado de Mato Grosso (Sindipan) e membro da Câmara Técnica do Trigo, Luiz Antônio Martins Garcia.

“O Estado conta com uma área de 25 mil hectares - com equipamentos de irrigação, capaz de produzir, a curto prazo, mais de 100 mil toneladas do produto ao ano. Com o devido investimento, poderíamos chegar a dois milhões de toneladas ao ano, que equivaleriam a 50% da produção nacional atual, que é de quatro milhões (ton/ano), enquanto o país consome 10 milhões (ton/ano)”, explica o presidente do Sindipan.

Segundo Garcia, o governo federal tem acenado positivamente no que diz respeito a incentivos para o desenvolvimento da cultura. Prova disso foi o anúncio do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, sobre o plano de aumento em 25% na produção de trigo - que garante linhas especiais de crédito aos produtores.

“Em Mato Grosso, a expectativa é favorável em relação ao apoio do governo do Estado, já que o produto se tornou altamente rentável no mercado. A saca de 60 kg de trigo está cotada, em média, entre R$ 40,00 e R$ 42,00, valor melhor que o da soja-sul”, afirma.

Em reunião ontem (7), por meio de vídeo-conferência, com a diretoria da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), Garcia solicitou o apoio da entidade e do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, para o incentivo do plantio de trigo no Estado.

Em 2007, Mato Grosso apresentou uma produção de pouco mais de mil toneladas de trigo. O Estado já conta com um moinho - de propriedade de um grupo de São Paulo -, mas que se encontra paralisado por falta de matéria-prima.

“Parece brincadeira de mau gosto, considerando o que Mato Grosso pode produzir. Temos condições de nos tornar o celeiro do Brasil”, ressalta Garcia. O presidente do Sindipan destacou ainda que, para ampliar a produção, Mato Grosso não precisa derrubar uma árvore sequer.


Fonte: Só Notícias