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Produtores unificam propostas para o endividamento

Publicada em 30-05-2007


Produtores e cooperativas buscam medidas para a questão do endividamento do setor rural

Lideranças rurais de todo país se reuniram na quinta feira, dia 24 de maio, na sede da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para alinhar as ações das entidades em relação ao endividamento. A proposta é que sejam tomadas atitudes no mesmo eixo, mantendo a identidade e particularidade de cada região. Da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja/MT), participaram o presidente, Rui Prado, o diretor administrativo, Ricardo Tomczyk e o vice-presidente Oeste, Glauber Silveira.

Durante a reunião da Comissão Nacional de Endividamento da CNA, produtores e cooperativas buscaram propor medidas emergenciais para resolver a questão do endividamento do setor rural, estimado em R$ 100 bilhões. Além de unificar um método para o cálculo de custos, o grupo pretende sugerir a prorrogação das dívidas acumuladas desde 2005, combinada com o tratamento da perda de renda do setor.

O presidente da Comissão, deputado Homero Pereira, explicou que não funciona prorrogar sem que haja um mecanismo de recuperação de renda. “É necessário haver medidas de compensação da desvalorização do dólar e da alta dos custos causada, por exemplo, pelo diesel e infra-estrutura. Se continuar assim, em pouco tempo não vamos ter mais vergonha de falar em subsídios para os agricultores brasileiros. O mundo inteiro tem e nós competimos com eles”, declarou Pereira.

Pela manhã, os produtores de Mato Grosso estiveram com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. A classe produtora está preocupada com a lentidão para resolver os problemas enfrentados pela agricultura. Segundo as lideranças, não houve nenhum posicionamento prático do governo federal a curto prazo. A reunião foi realizada entre o Mapa e a Comissão Integrada de endividamento que reúne as associações dos produtores de Soja (Aprosoja), Algodão (Ampa) sementes (Aprosmat), Famato e o deptado federal Neri Geller.

Fonte: Diário de Cuiabá