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Transporte é 30% do valor da saca de soja

Publicada em 30-03-2008


O custo de transporte da produção agrícola de Mato Grosso é um dos mais altos do Brasil, chegando a média de US$ 130 por tonelada, ou R$ 13,50 por saca para transportar grãos de Sorriso ao porto de Paranaguá (PR), por exemplo.

De acordo com o diretor administrativo e de logística da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), Nadir Sucolotti, que é produtor rural e empresário no município de Sorriso, este alto custo está diretamente atrelado às péssimas condições das rodovias e à falta de infra-estrutura de transporte, como ferrovias e hidrovias.
“Atualmente, cerca de 30% do valor da saca de soja fica no transporte e isso representa um custo muito caro para o produtor de nossa região”, afirmou Sucolotti, explicando que no ano passado o frete atingiu um patamar de US$ 90 por tonelada e hoje este valor já está próximo dos US$ 130 por tonelada.

“Isso está onerando o produtor, sem falar que o caminhoneiro está deixando de vir até nossa região em virtude das péssimas condições de nossas estradas”, completou, acrescentando que, além do alto custo do transporte, os agricultores da região também enfrentaram problemas com relação ao cumprimento de contratos que foram atrasados devido à falta de caminhões no pico da safra.

CRATERAS - O problema das estradas de Mato Grosso, principalmente com relação à BR 163, se agravou ainda mais nos últimos meses, quando as chuvas se intensificaram.

A má conservação e a falta de manutenção da rodovia chamaram a atenção de diversas autoridades e até do ex-ministro da agricultura, Francisco Sérgio Turra, que esteve recentemente em Sorriso, participando de um evento. Ele classificou como “indigno” o tratamento que os governantes têm dado à região e aconselhou que os produtores não se calem diante da situação. “Pelo amor de Deus, andei em estradas por esta região que não são estradas, são crateras”, declarou indignado, referindo-se à BR 163.

Para o diretor administrativo e de logística da Aprosoja/MT, Nadir Sucolotti, o problema de conservação e manutenção da rodovia é cada vez mais preocupante, já que, mesmo chamando a atenção, não há nenhuma definição do governo que sinalize a restauração de qualidade da BR 163.

Fonte: Diário de Cuiabá