Notícias


Brasil zera imposto de importação de trigo extra Mercosul

Publicada em 07-02-2008


O governo brasileiro decidiu reduzir para zero a alíquota de importação que incide sobre o trigo de países que não fazem parte do Mercosul, atendendo pedido dos processadores locais, informou a Câmara de Comércio Exterior (Camex) nesta quarta-feira.

A decisão da Camex, órgão formado por sete ministros, foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira e vale para uma cota de 1 milhão de toneladas de trigo, até 30 de junho de 2008, quando provavelmente haverá uma nova avaliação da lista de exceções do Mercosul.

De acordo com a assessoria de imprensa da Camex, a inclusão temporária do trigo na lista de exceções do Mercosul permitiu que a taxa (TEC, Tarifa Externa Comum) fosse reduzida unilateralmente pelo governo brasileiro, sem a necessidade de autorização de países do bloco como a Argentina, tradicional fornecedor do cereal ao Brasil.

A redução da tarifa foi efetivada porque os ministros consideraram os registros de exportação liberados pela Argentina até o momento insuficientes para atender à demanda brasileira.

"O Brasil avaliou que o trigo liberado pela Argentina era insuficiente. O motivo é para não faltar trigo no mercado interno", informou a assessoria da Camex.

Na semana passada, os ministros anunciaram que iriam avaliar uma decisão da Argentina que liberou exportações adicionais de 2 milhões de toneladas, no mesmo dia do encontro da Camex. Com isso, a tarifa não foi alterada imediatamente.

A cota de 1 milhão de toneladas equivale a cerca de 10 por cento do consumo anual de trigo do Brasil.

Antes de a Argentina liberar registros para mais 2 milhões de toneladas, o país vizinho havia autorizado exportações de 7 milhões de toneladas, das quais o Brasil conseguiu comprar cerca de 3 milhões de toneladas.

Os registros de exportação de trigo na Argentina ficaram suspensos até pouco antes da reunião da Camex, no dia 29 de janeiro.

E, segundo informações da indústria, o volume de 2 milhões de toneladas liberado pelos argentinos naquele dia não atenderia às necessidades brasileiras, uma vez que outros países também buscarão o produto argentino.

Toda a lista de exceção da TEC foi publicada apenas nesta quarta-feira. A publicação não ocorreu antes em função do feriado de Carnaval, segundo a Camex.

Fonte: Agrolink / Folha MT