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Alta chega a 117% em MT

Publicada em 07-01-2008




Com solo e clima favoráveis ao cultivo da soja e um enorme potencial madeireiro a ser explorado, o preço da terra em Mato Grosso não poderia estar tão valorizado como agora. De acordo com a Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja/MT), os preços médios do hectare, nas regiões mais valorizadas do Estado, chegaram a aumentar até 34% somente em 2007. As áreas mais caras estão localizadas onde há a influência das BR-163 e 364 e região Oeste (Campo Novo, Sapezal e Campos de Júlio), onde o hectare chega a custar até 200 sacas de soja.

Segundo levantamento do Instituto FNP, a região que mais tem se valorizado e conquistado o interesse dos estrangeiros, por sua terra fértil e belezas naturais, é Alto Araguaia, na divisa com Goiás. O valor absoluto é pequeno, saindo de R$ 263 em 2006 para R$ 573 o hectare em 2007. Mas percentualmente falando, houve um crescimento de 117,7% no preço.

Já as terras que sofreram maior desvalorização, conforme a pesquisa, foram as de pastagens formadas em parte alta no município de Cáceres (250 quilômetros ao oeste de Cuiabá). Lá o hectare, que era cotado a R$ 1,61 mil em 2006, caiu para R$ 1,14 mil no ano passado.

Em outras regiões do Estado, as terras apropriadas ao plantio de cana-de-açúcar continuam a se valorizar, mesmo não tendo procura para compra. Em Poconé (104 quilômetros ao sul de Cuiabá), o hectare que estava a R$ 1,52 mil há 12 meses é encontrado agora a R$ 2,12 mil agora. Significa um incremento de 39,14% em um ano.

Com percentual um pouco menor, também tiveram valorização as terras para cana-de-açúcar em Nova Olímpia e Tangará da Serra, no médio norte do Estado. Em ambos os casos o aumento foi de 117%. Em Nova Olímpia o hectare passou de R$ 4,116 mil para R$ 4,576 mil. Em Tangará o valor saiu de R$ 3,758 mil para R$ 4,178 mil.

CENTRO-ESTE - A valorização das propriedades rurais no Brasil vem aumentando muito nestes últimos 12 meses. A pesquisa da FNP aponta que as propriedades rurais valorizaram-se 17,3%, com destaque para o Centro-Oeste, que passou de um aumento de 17,9% para 23%, superando o Sudeste na alta dos preços das terras em 12 meses.

Em todas as comparações, o investimento em propriedades superou a inflação do período. As lavouras de cana-de-açúcar e de grãos são as principais responsáveis pelas cotações mais elevadas das áreas.

A analista do instituto, Jacqueline Bierhals, diz que os fundos estão dando liquidez ao negócio. Segundo ela, muitos têm atuado para ter ganhos imobiliários, ou seja, comprar terras baratas para vender posteriormente, uma vez que o momento é de valorização.

De acordo com o estudo, os investimentos têm ocorrido em regiões de fronteira. Mato Grosso, Bahia e a região denominada Mapito - Maranhão, Piauí e Tocantins - são os que recebem mais estrangeiros. Nestas localidades, são exemplos as regiões de cerrado de Araguaína (TO) e Alto Araguaia (MT), que valorizaram-se 99,3% e 117,7%, respectivamente, em um período de 12 meses.

A entrada dos fundos explica também, em parte, a valorização maior do Centro-Oeste em relação ao Sudeste, na comparação com o bimestre anterior. Um hectare custa em média R$ 2,8 mil no Centro-Oeste e R$ 6,9 mil no Sudeste. Desde janeiro, os preços das propriedades nestas regiões aumentaram 17% e 12%, respectivamente.

Fonte: Folha MT