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Aprosoja/MT firma posição de Mato Grosso em nível global

Publicada em 17-12-2007




O presidente da Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Glauber Silveira Silva, deu na última quarta-feira (12.12) um importante passo para a consolidação da instituição em nível global como uma legítima representante do setor agrícola brasileiro. Galuber apresentou durante a 13ª Conferência do Clima (COP-13), evento que ocorre em Bali (Indonésia), o projeto Soja Mais Verde, que tem como objetivo a implantação de um sistema de desenvolvimento econômico sustentável.

Esse modelo, alçado para ser implantado em no mínimo quatro anos, conta ainda com a parceria do governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema/MT), e da ong The Nature Conservancy (TNC). O projeto Soja Mais Verde – um desdobramento do Pacto Ambiental assinado entre os produtores rurais de soja e o poder executivo estadual – propõe a criação de um fundo financeiro para fomentar o desmatamento evitado em Mato Grosso.

O projeto foi apresentado por Glauber e pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, aos integrantes da Convenção do Clima das Nações Unidas, evento cujo objetivo busca construir um novo regime político de combate ao aquecimento global. A idéia, segundo argumenta o presidente da Aprosoja/MT, é que haja uma compensação financeira aos produtores de soja que preservarem um percentual de suas áreas acima do previsto em lei. Em outras palavras, seria um incentivo para o sojicultor mato-grossense por abrir mão de parte de sua produção em prol da preservação ambiental.

“Estamos trabalhando com essa idéia desde o início do ano. Ela começou a sair do papel com a assinatura do Pacto Ambiental em agosto. Agora, queremos viabilizar de forma ágil a adequação dos produtores às exigências ambientais. Como resultado final, o Estado terá o diferencial de contar com 100% das propriedades com plantio de soja ajustadas totalmente à legislação ambiental”, observou Silveira durante discurso realizado em Bali.


Iniciativa requer parceria de governos e órgãos internacionais

Ao propor uma parceria com o governo do Estado e também chamar parceiros em níveis mundiais para contribuir com o desmatamento evitado no Estado, Glauber demonstra que os sojicultores estão se comprometendo em cumprir o “dever de casa” e, principalmente, realizando ações para diminuir o impacto ambiental.

Entretanto, deixou claro aos organismos internacionais e ao governo federal que o setor sozinho não tem como arcar com todas as despesas e prejuízos. Estima-se que o projeto Soja Mais Verde dure quatro anos – sendo os dois primeiros destinados à realização dos diagnósticos.


Por isso, durante exposição do projeto aos convidados da conferência, Glauber não se ateve apenas às colocações técnicas ou etapas burocráticas. Ele também fez um retrospecto da história da soja no Estado, ao mesmo tempo em que contextualizou a realidade dos produtores, mostrando que “nem tudo são flores” e não existem grandes facilidades ao meio agrícola.

O presidente da Aprosoja/MT, na ocasião, afirmou que o Estado é o único que possui um sistema de monitoramento de desmate, sem contar que o Brasil conta com uma das mais rígidas legislações ambientais do planeta.


“Reconhecemos que existem problemas e não nos negamos em discuti-los, mas temos que dividir a fatura e expor os anseios e angústias dos produtores. Já há algum tempo não buscamos mais melhorias no lucro pela ampliação da área plantada, mas sim a partir do investimento em novas tecnologias visando uma melhor produtividade”, pontuou.


Além de Glauber, também estiveram no evento em Bali representando a Aprosoja/MT os vices-presidentes da instituição Ricardo Arioli (Região Oeste) e Marcos da Rosa (Leste).

Fonte: Folha MT