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Soja avança com força e renova recorde de 33 anos no óleo

Publicada em 22-11-2007



Firme e forte. Assim continuam as cotações da soja negociadas na Bolsa de Chicago. Depois de um dia de preços mistos (sexta-feira) e outro de baixas moderadas (ontem), os contratos futuros da oleaginosa voltaram a trilhar o caminho dos ganhos e fecharam o pregão desta terça-feira novamente no terreno positivo.

Os avanços de dois dígitos não só foram suficientes para compensar os recuos das duas sessões anteriores como conseguiram levar alguns dos principais vencimentos para novas máximas. O contrato janeiro/08 subiu 16,50 pontos e parou na cotação de US$ 10,87, depois de, no melhor momento do dia, ter tocado na máxima de US$ 10,88 estabelecida na semana passada. O maio/08 da safra brasileira, por sua vez, ganhou 1,25 pontos, fechou cotado a US$ 11,09 e superou o antigo teto de US$ 11,0650 do último dia 16.

A reação desta terça começou a ser desenhada com um dia de perdas profundas do dólar frente ao euro. Pressionado por rumores de que o Banco Central dos (o FED) estaria pensando em fazer uma reunião de emergência para baixar os juros, a moeda norte-americana despencou e chegou a ser negociada acima de 1,48 euros.

O movimento de baixa no dólar provocou uma reação em cadeia no mercado de commodities internacionais. Como são cotadas na moeda norte-americana, elas sobem de preço para não perder valor em outras moedas. Ou seja, petróleo, ouro e vários produtos agrícolas, que vinham operando em modo de correção nos últimos dias, voltaram a ganhar fôlego para continuar subindo.

A soja foi junto, no embalo das agruras do dólar e suas conseqüências nos mercados financeiros, mas, a rigor, ela também tinha seus motivos para avançar com as próprias pernas. Além da necessidade de se manter em patamares elevados, a fim de atrair o interesse do produtor norte-americano para o próximo plantio nos EUA, o grão voltou a ser sacudido pelo mercado chinês.

A expectativa dos investidores é de que o governo da China diminua as taxas de importação de soja e de óleo de soja para tentar conter a pressão inflacionária no país. A princípio, a medida valeria apenas para as empresas estatais, mas o mercado não quis nem saber desses detalhes e tratou de precificar o aumento na demanda. E não só no grão, diga-se passagem.

O óleo também subiu com força e nesta terça renovou o melhor preço dos últimos 33 anos. No melhor momento da sessão, o dezembro/07 bateu em 45,74 centavos de dólar por libra-peso, passou por cima dos 45,63 centavos de novembro de 1974 e só ficou abaixo do recorde absoluto de 51centavos de outubro do mesmo 74.

Fonte: Folha MT