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Aprosoja convida Universidade de Illinois a trazer programa SoyFACE

Publicada em 20-11-2007


 


Pouca gente ainda discorda de que o clima do planeta está mudando e, com ele, também a composição da atmosfera, que deverá ter uma concentração muito maior de dióxido de carbono (CO2) e ozônio (O3) já em meados deste século. Quais serão, então, os efeitos dessas mudanças sobre o desenvolvimento das lavouras de soja e quais as medidas a tomar para adaptá-las da melhor forma possível à nova realidade?



São estas perguntas que o SoyFACE (Soybean Free Air Concentration Enrichment), programa desenvolvido pela Universidade de Illinois e pelo Serviço de Pesquisa Agrícola do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) está tentando responder.


O programa foi apresentado pelo professor Don Ort, da Universidade de Illinois, à comitiva da Aprosoja/MT, formada pelo presidente da associação, Glauber Silveira, o diretor executivo Marcelo Duarte Monteiro e o professor João Martines, da Esalq/USP, em viagem aos Estados Unidos no período de 2 a 9 de novembro. Também participou da apresentação o professor Peter Goldsmith, diretor executivo do National Soybean Research Laboratory (NSRL), da Universidade de Illinois.



Um dos experimentos apresentados à Aprosoja pelo professor Don Ort, em palestra e em campo, foi a aplicação de quantidades concentradas de CO2 e de O3 sobre lavouras de soja, para aferir o comportamento das plantas diante da atmosfera modificada.



No primeiro caso, as lavouras reagiram bem à maior presença de CO2, com aumento de 15% na produtividade, redução de 50% na quantidade de água usada pela planta, aumento no número de sementes e maior nodulação das raízes, ainda que, em contrapartida, tenha sido registrada maior incidência de pragas. O aumento da quantidade de O3 na atmosfera, por outro lado, foi prejudicial às lavouras, que perderam até 20% de produtividade.



Pesquisa em MT



O SoyFACE tem estações de pesquisa no Meio-Oeste dos Estados Unidos e em algumas outras regiões do mundo, mas ainda não conta com nenhum experimento em áreas tropicais. Por isso, o presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira, convidou os pesquisadores da Universidade de Illinois a trazerem o programa para Mato Grosso, com o apoio da Aprosoja/MT.



“Já se sabe que os efeitos das mudanças climáticas sobre a agricultura serão mais intensos nos trópicos. Por isso, é fundamental que esse tipo de pesquisa seja realizado também no Brasil”, afirmou Silveira, ao sugerir que o programa contemple não apenas as variações na composição da atmosfera, mas também as mudanças na temperatura e no regime de chuvas.


Fonte: Folha MT