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Petróleo em alta e dólar baixo valorizam os grãos

Publicada em 29-10-2007


 


Com isso, muitos investidores buscaram proteção no mercado futuro, temendo a escassez do produto no próximo ano.[...]


Os mercados de grãos fecharam ontem fortemente pressionados pela alta do petróleo. A soja registrou a maior cotação desde 27 de setembro. Basicamente, foram três os fatores que influenciaram o mercado. Contribuiu a demanda interna aquecida nos Estados Unidos, com expressivos volumes negociados no mercado físico. Com isso, muitos investidores buscaram proteção no mercado futuro, temendo a escassez do produto no próximo ano.



Outro fator de alta foi o clima pouco adequado para a colheita que está em andamento naquele país. Com a oferta do produto reduzida, a tendência é a cotação do produto. O mercado na Bolsa de Chicago fechou ontem a US$ 10,12 o bushel. Segundo o analista Fábio Turquino, da Agra FNP, a desvalorização do dólar frente as demais moedas também contribui para a valorização das commodities. As mercadorias ficam mais acessíveis aos investidores que tendem a fechar mais posições no mercado futuro.



Trigo



Depois de registrar recordes na Bolsa de Nova York, desde o início deste mês, a cotação do trigo não pára de cair. Isso ocorre, segundo o analista Élcio Bento, da Safras & Mercado, por uma tendência de acomodação de mercado. "Não passa de um ajuste, uma vez que os fundamentos de mercado não se alteraram". Para ele, as cotações do trigo devem se estabilizar entre 8 e 9 centavos de dólar, até o início de 2008. No mercado interno, as negociações continuam travadas, aguardando definições do governo argentino.


 


Fonte: Folha MT