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USDA "neutro" derruba preço do trigo

Publicada em 15-10-2007



Publicado na última sexta-feira (12-10), o último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre oferta e demanda de grãos naquele país e no mundo não trouxe grandes novidades para os mercados internacionais de trigo e soja, mas surpreendeu nos casos de milho e algodão.


Ainda assim, quem apresentou as maiores variações de preços nas bolsas americanas de contratos futuros foi o trigo. Previsível e já "precificado", conforme traders consultados pela agência Reuters, o relatório trouxe estimativas mais baixas para produção e estoques finais americanos e mundiais na safra 2007/08.


Na bolsa de Chicago, esta confirmação não foi suficiente para evitar um vigoroso movimento de realização de lucros, tendo em vista que as cotações estão em elevado patamar. Os contratos para entrega em março caíram 25,50 centavos de dólar por bushel, para US$ 8,73. Em Kansas, o mesmo vencimento fechou a US$ 8,75, em queda de 16,25 centavos de dólar.


O comportamento do mercado de soja em Chicago foi semelhante, conforme a Dow Jones Newswires. O USDA reduziu as projeções para a produção dos EUA e do mundo em 2007/08, mas mudou pouco os estoques finais nos dois casos e abriu espaço para vendas especulativas e de fundos comerciais. Com isso, janeiro recuou 5,75 centavos de dólar por bushel e fechou a US$ 9,9525.


Particularmente no caso do Brasil, o USDA elevou sua previsão para a produção do país em 2007/08 de 61 milhões para 62 milhões de toneladas, mas manteve as exportações em 30,69 milhões. Confirmados os números, os embarques brasileiros responderão por quase 41% do total mundial no ciclo, mais que EUA (35,4%) e Argentina (13,6%).


O milho, em contrapartida, acusou o menor volume previsto pelo USDA para a produção mundial - os estoques finais globais foram elevados em relação ao relatório de setembro, graças a um forte ajuste para baixo na demanda americana - e subiu em Chicago. Prevaleceu a previsão de 4 milhões de toneladas a menos na produção da China, e março subiu 7 centavos de dólar por bushel e atingiram US$ 3,6775.


Para o algodão, as novas projeções do USDA para produção e estoques dos EUA e globais, todas mais gordas, pressionaram as cotações na bolsa de Nova York no início da sessão de sexta-feira, mas a alta do milho em Chicago reverteu a tendência. Os papéis para marco registraram alta de 24 pontos, para 67,88 centavos de dólar por libra-peso.


Fonte: Folha MT